Comparativo da revista 4 rodas entre Voyage, Siena e Cobalt


Mini Jetta em uma luta por mais espaço

Assim como o Gol, o Volkswagen Voyage renovou seu visual na linha 2013 para combater os rivais em franca ascensão no mercado

Renato Durães

Até o mês passado, de acordo com a Fenabrave, o Cobalt acumulou 37.668 emplacamentos, contra 45.265 do Grand Siena e 51.688 do Voyage

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Embora seja um modelo de elevada participação no mercado – até o mês passado acumulou 51.688 emplacamentos, considerando todas as suas versões –, o Volkswagen Voyage enfrenta cada vez mais difi culdades para cativar os consumidores. O motivo disso? A chegada de novos concorrentes e de opções renovadas dos rivais clássicos.

Dois exemplos desse cenário atual estão nas fotos do comparativo: o Chevrolet Cobalt, lançado há quase um ano e cada vez mais querido pelas pessoas que anseiam por espaço, e o Fiat Grand Siena, geração atualizada do sedã compacto mineiro, que cresceu e ficou mais bonito.

Para tentar frear a ascensão dessa dupla, o sedãzinho da Volkswagen saiu da zona de conforto. Mudou o visual (ficando com cara de Jetta), retocou a cabine e alterou bem pouco os preços para se lançar na linha 2013, já disponível nas concessionárias.

Na versão top de linha com câmbio manual e motor 1.6 flex de 104 cv, batizada de Comfortline, o Voyage tem tabela inicial de R$ 40.890. Ele é um pouco mais caro que o Grand Siena Essence, com propulsor 1.6 de 117 cv, que parte de R$ 40 890, porém, mais em conta que o Cobalt LTZ, com preço sugerido de R$ 43.898 e motorização 1.4 de 102 cv.

As cifras superiores do GM se justificam na lista de equipamentos. Ele é bem mais completo que os outros dois, com direito a ar-condicionado, sistema de som e retrovisores elétricos de série.

Mas esse diferencial não foi suficiente para dar a vitória ao Cobalt. Detalhes como os preços das peças de reposição colaboraram para deixá-lo em terceiro.

O jogo de pastilhas de freio, para se ter uma ideia, sai por R$ 377, ante os R$ 129 cobrados pela Fiat e os R$ 157 da Volks. Também não agradam nele os custos das revisões. Até os 30.000 km, os gastos serão de R$ 1.028.

As cotações de seguro, para compensar, são menos pesadas — a melhor ficou em R$ 1.412 — e as taxas de financiamento, atrativas para a categoria (1,09% ao mês).

Já no desempenho o Cobalt desaponta. Apesar de silencioso e do câmbio bem escalonado, os 12,8 mkgf do bloco 1.4 ficam
aquém do porte do modelo, feito para levar muita gente e bagagens.

Malas, aliás, vão de monte nele, graças ao compartimento de 562 litros. Amplo também é o espaço da cabine, que acomoda com conforto cinco adultos altos.

CHEVROLET COBALT

BOM

+ Justifica o preço elevado ao vir muito bem equipado de série.
+ O câmbio manual de cinco marchas realiza trocas precisas e pouco ruidosas.
+ Faz inveja nos adversários ao ofertar garantia total de três anos.
+ Obteve as melhores marcas nos testes de frenagem.

RUIM

- As peças são caras. Um jogo de pastilhas de freios sai por R$ 377.
– O motor 1.4 de 102 cv e 12,8 mkgf é fraco para o porte do sedã.
– Não tem opção de câmbio automatizado ou automático.
– As revisões não são baratas. Até os 30.000 km, você gastará R$ 1 028.

No Voyage, os ocupantes igualmente não sofrem aperto no espaço traseiro. Já a área disponível no porta-malas é menor que a do Chevrolet. São “apenas” 480 litros.

No entanto, o VW no entanto, ganha com facilidade no quesito beleza. Apesar da traseira idêntica à do Grand Siena, a frente ficou invocada, com ares de sedã maior.

No entanto, como esse detalhe não confere pontos, outros aspectos, sim, importantes no comparativo o deixaram em segundo. Entre eles, a lista de itens de série, carente de ar-condicionado e rodas de liga leve.

Merecem críticas também as cotações de seguro. A apólice mais em conta saiu por R$ 2.283, mais de 5% do valor do carro.

Os gastos com combustível, porém, são menores no Voyage, que faz média de 7,3 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, quando abastecido com etanol.

Confortável e com ótima ergonomia, o sedã é esperto nas acelerações e confere a maior dose de prazer ao volante para o motorista, graças ao bom casamento entre câmbio e motor. Só o campo de visão que poderia ser maior, como em outros Volks.

VW VOYAGE

BOM

+ Embora não seja baixa, sua desvalorização (11,1%) é a menos pior.
+ Seu pacote de peças básicas é mais em conta: R$ 2 443.
+ Transmissão. Como a de todo Volks, tem engates curtos e muito precisos.
+ É bem econômico tanto na cidade (7,3 km/l) como na estrada (12,1 km/l).

RUIM

- Enxuta lista de itens de série. Rodas de liga e ar-condicionado são opcionais.
– Para um modelo novo, os R$ 2 283 cobrados pelo seguro são de assustar!
– A regulagem de altura do banco do motorista peca pela falta de precisão.
– A exemplo do Fiat, ofecere garantia total de apenas um ano.

A vida a bordo no Grand Siena, vencedor do páreo com um ponto de vantagem, também é satisfatória. Tal como o Voyage, é fácil achar a posição ideal de guiar, embora faça falta o ajuste de profundidade da coluna de direção.

Bem acabada e com belo visual, a espaçosa cabine do Fiat agrada pela presença de muitas saídas de ventilação. No painel, os grafismos do velocímetro poderiam ser menos espremidos.

Em matéria de desempenho, mais elogios ao Grand Siena, eficiente nas acelerações e nas retomadas com seu motor 1.6
de 117 cv e 16,8 mkgf.

Tão bem equipado quanto o Cobalt, o Fiat tem como diferencial a oferta de rodas de liga maiores que as do rival da GM
(16″ contra 15″). No tamanho do porta-malas, entretanto, ele perde com seus 520 litros, apesar de a capacidade não ser pouca.

A conquista do sedã mineiro teria sido mais fácil se ele não desvalorizasse tanto. São 12% só no primeiro ano de uso, o equivalente a R$ 4.850. Também seria mais atrativo com garantia total maior que um ano. Que tal copiar a de três do Cobalt?

FIAT GRAND SIENA

BOM

+ É o mais barato, sem deixar de trazer itens como ar, direção, ABS e airbag.
+ Tem as melhores cifras de seguro. A menor cotação ficou em R$ 1 326.
+ Faz apenas duas revisões até os 30.000 km, que totalizam R$ 760.
+ O motor mais potente proporciona um arrojo satisfatório para acelerar.

RUIM

- Decepciona na desvalorização anual de 12% e na garantia de um ano.
– Mesmo com ABS, percorreu as maiores distâncias nos testes de frenagem.
– As peças básicas de reposição poderiam ser um pouco mais em conta.
– As cores metálicas são caras: R$ 1 060 ante R$ 935 do GM e R$ 986 do VW.

1º – Grand Siena 138,5

Além de ser o mais barato, é o melhor negócio na hora das revisões e de fechar o seguro. Conta também com motor mais potente que o dos rivais e com itens exclusivos de série, como as rodas de liga de 16″. Uma pena que o Grand Siena desvalorize tanto na versão Essence.

2º – Voyage 137,5

Se a aparência for decisiva para você, vai ser difícil resistir à tentação do VW, que anda bem e é econômico. Mas esteja preparado para gastar com opcionais e com o seguro gordo.

3º – Cobalt 135,5

Ele ganha dos concorrentes no tamanho do porta-malas e na capacidade de frenagem. Mas seu preço é maior, bem como o das peças básicas de manutenção e o das revisões.

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Sobre lucasdefraga

Guri gaúcho, colorado e que cursa Sistemas de Telecomunicações.

Publicado em 30 de agosto de 2012, em Critica social, Tecnologia. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. valeuu pelas dicas

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